quarta-feira, 24 de novembro de 2010

As peripécias de uma paraíba no Rio de Janeiro!


09.11.10 saí às 21.00h rumo à rodoviária em Campinas. O céu anunciava que ia cair uma tempestade e com o tanto de relâmpago e trovão que brilhava, e estrondava em cima das nossas cabeças, só confirmava a nossa suspeita!
Total de bagagens = 2 malas grandes; uma mochila; uma frasqueira; 3 travesseiros, que pertencia a mim, Marcela e Júnior. E o melhor de tudo... Íamos de ônibus até a rodoviária... Legal neh?! ¬¬
Com muito sacrifício Júnior e eu colocamos as malas pela porta de trás do ônibus e ficamos por lá mesmo, enquanto Marcela corajosamente agarrada aos 3 travesseiros e uma frasqueira pagava a nossa passagem. Chegamos ao terminal de Barão Geraldo (nosso bairro), descemos e subimos com igual dificuldade no ônibus que nos levaria para até a rodoviária. Enquanto o ônibus circulava dentro da cidade eu me perguntava se não ia começar a chover logo... Marcela pensou o mesmo, mas expressou em voz alta o que eu já tinha questionado só pra mim, mas segundo o 'meteorologista' Júnior Gouveia, quando chegássemos à rodoviária a chuva já teria passado por lá. Ok, acreditei no Júnior... Para minha desgraça.... Pois assim que descemos no ponto do ônibus, a chuva começou a cair, e a cair forte!
Corre Marcela com o 3 travesseiros e sua frasqueira, corre Júnior de mochila nas costas puxando sua grande mala e ficou eu... Que estou a pensar se tiro minha sombrinha da bolsa ou corro puxando minha grande mala. Detalhe - o caminho do ponto de ônibus até a rodoviária não é tão perto se você tem muita coisa pra carregar, fugindo de uma chuva! - Então comecei a correr, mas até chegar ao começo da ladeira que levava à rodoviária (sim, nessas horas também temos a 'felicidade' de subir uma ladeira!), pois resolvi parar e pegar minha sombrinha... Chegando lá em cima estávamos os 3 que nem pintos molhados! Depois disso tudo, a pobre da Marcela resolve perguntar como está o cabelo dela, após tudo isso que narrei e ouve do marido a seguinte frase: - É amor, o cabelo da Bianka tá legal, mas o seu... Tadinha Júnior! Um pouquinho de mentira não custa nada... Ou custa?! kkkkkk
Embarcamos e nos lembramos que estávamos com fome, então lá se vai Júnior comprar algo na Casa do Pão de Queijo para comermos e me volta com 1 pequeno pão que me deixou com uma sensação de que custou o olho da minha cara!
Aí resolvi que queria ir ao banheiro, mesmo não estando com muita vontade, mas eu tenho problemas psicológicos e se eu não vou, me dá a vontade que eu não estava tendo! auhauha Coisa de gente doida! Quando cheguei na porta do banheiro, ô louco 1,25 pra entrar e usar! Tu é doido? Usei não... Dei meia-volta, expressei minha indignação com meus amigos (que já sabiam que eu voltaria reclamando) e economizei 1,25 quando resolvi usar o banheiro do ônibus, e acalmando assim, minha paranóia urinária!
Viagem começou a rolar às 23.58, eu me mexia pra lá, pra cá, até que encontrei a posição diagonal mais confortável que consegui, pois graças ao bom Deus viajei sem ninguém ao meu lado e peguei no sono!
Parada na cidade de Rezende, no Graal, para esticarmos as pernas e comer... Mas eu queria mesmo ir ao banheiro, de novo, que por sorte ali era de graça! Kkkkkk Voltamos ao ônibus e apaguei no sono visto que, havia encontrado a posição perfeita pra dormir, e só acordei às 04h00minh da manhã quando subíamos a serra e percebi que caminhões enormes passavam por nós... Meda!
Chegamos de manhazinha 10.11.10 na Cidade Maravilhosa, vulgo Rio de Janeiro e pelo congestionamento que enfrentamos achei que tínhamos ido parar em São Paulo! Mas chegamos bem!
Aí começou a segunda maratona da viagem, pois para pegarmos o ônibus que nos levaria até a casa da prima da Marcela, uma passarela construída no século XVIII separava a gente do ponto de ônibus. E lá vamos nós de novo, com todas aquelas bagagens subindo as escadas... Subindo as escadas? Eu disse isso? Sim, subindo as escadas! Pois a 'bendita' passarela não tinha rampa para puxarmos nossas 'malinhas' de rodinhas até o outro lado da avenida!
Vencida a passarela, o ônibus chegou e fomos em direção à nossa hospedaria. Chegando lá o que encontramos? Ladeira! uhuuuuuu... ¬¬ A prima Dany tinha que morar no fim da ladeira?! E Marcela diz: - É filha você está literalmente correndo em busca do seu sonho de conhecer o Rio! - É amiga, disse eu, só não sabia que ia ser tãaaaao literal! Enfim, chegamos bem, conheci a parentada da Marcela e decidimos que sairíamos para conhecer o Rio! \o/
Fiquei suuuuper empolgada, me arrumei e quando colocamos o pé pra fora de casa... CHUVA! Meu Deus! O que é que eu fiz pra merecer isso? - Pensei eu! Mas desafiamos a chuva e fomos ao centro do Rio. No caminho eu lutava pra ficar acordada e observar a cidade pela janela, mas fui vencida pelo sono e só acordei quando chegamos ao centro.
Foi então que eu fiquei maravilhada! Meu Deus que coisa linda! A arquitetura dos prédios antigos, os monumentos... Tudo me deixou de boca aberta! Visitamos o Museu Nacional, a Biblioteca Nacional, o Teatro Municipal... Fiquei encantada!
Depois fui levada até a Baía de Guanabara. Nossa, que lindo gente! Subimos no terraço do Botafogo praia Shopping e apreciamos a vista privilegiada de cima! Meu Deus, de novo fiquei com a boca escancarada!
Voltaríamos de metrô pra casa e foi aí que tive uma grande surpresa. Estávamos à espera do trem quando Marcela vira pra mim e a alguns passos de distância diz: - Vem pra cá amiga! Eu olhei e percebi que com ela e Júnior havia um grupinho de pessoas. Respondi: - Nam, olha só o tanto de gente que tem ai! Vou nada! Ela retrucou: - É melhor você ficar com a gente aqui! Quando ela disse isso, reparei que havia vários 'bolinhos de gente' posicionados na plataforma, então olhei para o chão e encontrei a sinalização que demarcava exatamente aonde a porta do trem iria se abrir. Ah! Agora entendi! - Mais uma vez pensei eu.
Fui pra perto da minha amiga e achei o meu lugar no nosso 'bolinho'... Lá vem o trem... Todos se posicionaram... Ele parou... As portas se abriram... eeee... Fui empurrada pra dentro! Vum, vum, vum... Parei no meio do vagão e só olhava todo mundo brigando por um lugar no que parecia ser a dança das cadeiras! Aí me dei conta que eu estava às gargalhadas longe dos meus amigos, pois eles sabiamente tinham corrido e lutado por seus lugares. Nessa briga só o Júnior se deu bem, Marcela perdeu sua ‘guerra’! Me aproximei deles na minha crise de riso... E eles começaram a explicar que aquilo era normal! Tu é doido! – Exclamei. Morei em Recife por 2 anos, andei de metrô lá, mas nunca tive que ‘brigar’ por um lugar... Muito louco isso!
Chegamos em casa na paz, graças a Deus, e consegui falar com meus pais, que até aquela altura estavam desesperados porque não conseguiam falar comigo e saber se eu estava bem. Pois na concepção deles eu já tinha sido seqüestrada por algum bandido, mas aí os lembrei de que nós éramos pobres e ninguém ia querer me seqüestrar... Isso os aliviou um pouco, mas minha mãe brigou comigo porque eu não tinha avisado a ela quando partia de viagem, pois assim ela poderia interceder por milhares de anjos pra nos guardar! Tá mãe, agora a Sra. sabe, disse eu, pode começar a orar pela nossa proteção divina!
No outro dia 11.11.10 adivinhem, mais CHUVA! Eu pensava que ia tirar fotos dos termômetros a 40 graus, que nada, o tempo ficou chuvoso o dia inteiro! Fomos às praias do Leblon, Ipanema e Copacabana... Queria ter ido ao Cristo, mas não deu, pois se você não percebeu até agora, saiba que sou uma turista pobre... ¬¬
Na volta eu já tinha aprendido o ‘esquema’ da dança da cadeira do metrô e foi fácil conseguir um lugar pra mim. Júnior quis sentar onde eu planejava, mas eu dei um empurrão nele e ele foi parar na cadeira da frente... kkkkkk... Faltou só a musiquinha hein Junim?! – disse eu. Dentro do vagão decidimos que íamos ao Maracanã, mas quando a nossa viagem começou e nossa adrenalina baixou, percebemos que seria melhor ir pra casa... E foi o que fizemos.
No dia seguinte embarcamos às 07h00minh pra Macaé onde passaríamos o fim de semana na casa dos pais do Júnior. Quando estava no ônibus me dei conta que passava na famosa Ponte Rio - Niterói e comecei a tirar fotos, mas infelizmente eu estava no lado mais feio da ponte, pois o outro lado era surpreendentemente belo! Mas tudo bem, deixa pra lá, eu tiro mais fotos na volta.
Chegamos a Macaé e fomos muito bem recepcionados pelo Pr. Luiz e minha amiga Jujuba! Fomos pra casa e tia Márcia chegou do trabalho com Raquelzita e Tutuh. E almoçamos aquela feijoada boa, feita pela tia Neuci! Depois chegaram Letícia e Anderson. À noite fui tomar o famoso Açaí de Macaé, que por apenas 5,00, superou minhas expectativas e nesse caso eu não fiquei com a sensação de ter sido assaltada!
O fim de semana foi corrido... Aniversário de 15 anos da Tayná no sábado. Culto no domingo à noite e depois lanchar na famosa lanchonete Rafael. Filminho depois da lanchonete na casa de Wagner e Val. Segunda à tarde me levaram à orla de Macaé, mais precisamente para a praia do Pecado. Fotos, fotos e mais fotos... Eu nem gosto hein?! Seguimos para a cidade vizinha chamada Rio das Ostras... Lá tem um Píer muito lindo e a Praça das Baleias... Muito show! Fomos a Tocolândia onde tomei mais Açaí! \o/ À noite tivemos culto e depois ir pra casa, pois a vida de turista estava pra terminar! L
Terça-feira 16.11.10 cedinho embarcamos. Não tirei fotos da Ponte como pretendia porque peguei no sono e ainda por cima era tão cedo que estava escuro, ou seja, não ia dá pra ver nada mesmo!
Depois de 4 horas de viagem até o Rio, o que geralmente se faz em 2 horas, achei de novo que tinha chegado em São Paulo, mas era mais um engarrafamento e por um triz não perdemos nosso ônibus para Campinas.
Embarcamos e eu não tenho nada pra dizer sobre a volta porque literalmente eu apaguei de sono! Mas minha amiga Marcela sofreu um pouco, pois a vovozinha atrás dela reclamava todas as vezes que ela tentava abaixar a poltrona pra dormir... Tadinha de você amiga!
Mas chegamos em paz, graças a Deus e eu espero mesmo voltar no ano que vem lá. Adorei tudo o que conheci e posso dizer mesmo que é uma Cidade Maravilhosa, cheia de encantos... E pra vocês eu deixo Aquele Abraço!
Ps. Eu tinha que escrever em tom dramático neh? Senão não seria eu! Observa-se o quanto eu falo que cheguei em paz! Isso porque minha mãe me assustou com toda a história de proteção e talz... Fiquei noiada! Ah, as fotos estão no meu facebook ... se você não é meu amigo lá... só lamento! ;)

Bianka Jones