quinta-feira, 28 de junho de 2012

Como pensar magro?

Eu não sabia, mas eu tenho saboneteiras. E agora quando eu deito, os ossos do meu quadril estão tão evidentes que eu me assusto quando os toco. A imagem que reflete no espelho já não possui aquelas bochechas fofas e eu percebo que elas escondiam as marcas de expressão da minha idade que avança. E entre tantas mudanças biológicas, fisiológicas, psicológicas e emocionais, eu me pergunto: Como pensar magro? Se você pensa que é fácil está muito enganado.



segunda-feira, 25 de junho de 2012

Das leituras

"Você não pode compartilhar com um de nós sem que compartilhe com todos - disse Sarayu e sorriu. - Lembre-se das muitas vezes em que escolheu sentar no chão para facilitar um relacionamento, para honrá-lo. Mackenzie, você faz isso frequentemente. Você não brinca com uma criança ou colore uma figura com ela para mostrar sua superioridade. Pelo contrário, você escolhe se limitar para facilitar e honrar o relacionamento. Você é até capaz de perder uma competição como um ato de amor. Isso não tem nada a ver com ganhar e perder, e sim com amor e respeito."   [ A Cabana]

Ps.: Relendo A Cabana

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Há se eu pudesse...


Eu queria mesmo que agora fosse um fim de tarde de uma sexta-feira, eu e meu amigo com os pés na areia, olhando o mar. Falando apenas aquelas conversas intelectuais e críticas que ele sabe conversar, com aquele sotaque carregado que chega até ser engraçado e me faz sorrir. Um drink pra mim, uma cerveja pra ele, bolinhos de macaxeira frita com pimenta. Aquela brisa suave, o som das batidas das ondas... eu só queria relaxar, não ter nada pra me preocupar...


terça-feira, 12 de junho de 2012

Do verbo amar [3]

- O que você quer de presente? Perguntou a tia.
- Quero esse coração que divide em dois. Respondeu a garota.
- Mas você não tem ninguém pra dar a outra metade! Exclamou a irmã da garota que ia se intrometendo na conversa.
- Fique na sua, você já escolheu seu presente, a Tia falou que eu posso escolher o que EU quiser... então quero isso, esse coração que divide em dois!
Realmente a garota não tinha ninguém, não sabia quanto tempo teria que esperar pra entregar a metade daquele coração a outra pessoa. Ela só tinha a certeza que um dia isso aconteceria...
Mas os anos foram passando, os dias voando, o tempo correndo e aquele coração ficara pendurado dentro do guarda-roupa por exatos 09 anos, grudado com uma fita adesiva que juntava as duas metades num só. Ela mal se lembrava dele, tornara-se apenas um enfeite, quando lhe batia o olhar. Já não acreditava que o daria a alguém, tinha perdido a esperança, estava fechando-se para o amor.
Então eis que um dia, assim como do nada, alguém surge em sua vida. Alguém que ela nunca imaginara, que não idealizara em seus sonhos mais doces e ilusórios, que jamais tinha passado sequer em seus pensamentos!
E que ironia do destino, foi justamente ele que bagunçou seus sentimentos, perturbou sua calmaria, lhe trouxe aquela agonia... trouxe de volta aquele frio na barriga.
Até que enfim os caminhos deles se cruzaram, o beijo doce foi provado e sensações foram sentidas e olhando um para o outro repetiam em voz alta:  -Quem diria?!
Quem diria que seria ele a tirar o sorriso mais singelo dela? A trazer tranquilidade naquela voz grave do outro lado da linha? A olhar sério e sincero quando está ao lado dela? 
Ela então lembrou-se do coração pendurado no armário, resolveu então dar a metade a quem merecia, a quem de fato agora pertencia...


À você que eu amo e quero tanto bem, que me dedico em fazer feliz...