quinta-feira, 30 de agosto de 2012

28 anos de amor... pode?


Por ai afora acredita-se que o casamento é uma instituição falida. Que o conceito familiar anda deturpado. Que o amor já não é suficiente para manter um longo relacionamento 'até que a morte os separe' porque simplesmente um dia a pessoa acorda e 'do nada' percebe que o amor que sentia acabou. Que a persistência e a compreensão já não existem no vocabulário. Que na verdade hoje em dia desiste-se fácil de tudo e de todos. 
Um amigo disse-me há um tempo que eu era muito romântica e idealista, e que relacionamento não é um sonho cor de rosa, há dias nublados de cinza, é necessário dedicação e força de vontade para amar. Concordo com ele, está com a razão.  
Continuo acreditando no amor, mesmo que a maioria já não o dê tanto crédito, já que dizer 'eu te amo' tem sido como falar 'bom dia' pro moço da padaria. Mas agora acredito nele com os pés no chão e de maneira mais racional. Mantenho os sonhos de menina com a realidade de uma mulher. Fica mais fácil ainda de se acreditar quando você tem bons exemplos, sabe, de relacionamentos que dão certo. 
Meus pais são exemplo disso, e como filha sei que nem tudo foi cor de rosa pra eles, tiveram seus dias nublados de cinza também. Mas hoje, neste exato dia em que comemoram 28 anos de casamento, vejo que é sim possível levar um relacionamento 'até que a morte os separe'. 
A cumplicidade e a sintonia que eles possuem é incrível. Reconhecem as falhas, exaltam as qualidades, esforçam-se em ceder mutuamente. Sentem falta um do outro quando não estão perto, percebem que não seriam nada se não se possuíssem.
Ajudam-se, preocupam-se, irritam-se, discutem... e conversam e fazem as pazes, não conseguem ficar mais de um dia sem se falar.
Então, queridos amigos, como não acreditar no relacionamento? Como não desejar ter algo assim também? Como não querer ter alguém pro resto de sua vida, sabendo que em meio a rotina e esquecidos os 'bons dias', o 'eu te amo' esteja implícito na disposição em fazer dar certo até o fim?

Aos meus Pais com carinho, feliz 28 anos... que venham muitos até a morte os separar.


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Bye Bye... adeus...




Começando a me desapegar. Hoje percebo que as coisas acontecem para nosso próprio bem  mesmo que nos machuquem ou sejam difíceis de se enfrentar. Quando o emocional dá espaço para a racionalidade, a compreensão chega.


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Recalculando a rota

Yeh, yeh... um passo cuidadosamente dado de cada vez, para não tropeçar no caminho.
É como se a vida tivesse um GPS, quando a direção muda, ele automaticamente recalcula a rota e te dá uma nova opção, seja longa ou seja curta. 
Engraçado como a gente faz planos e acredita profundamente que eles não podem ser mudados. Parece que dentro da gente algo nos impede de enxergar que talvez as coisas não saiam como esperamos. Se há um imprevisto e a rota muda, puft! - nos damos conta que nem sempre vivenciaremos aquilo que planejamos metodicamente.
Tudo vira um turbilhão só! Somos pegos desprevenidos. O que fazer? E agora?! Até que a nova rota apareça, bate aquela ansiedade. Perturba seu sono e pensamentos. Traz dúvidas e medos. Nada mais assusta do que ir na direção errada.
Às vezes entender a nova direção nem sempre é fácil, mas você sabe que precisa obedecer ao comando do GPS pra chegar ao lugar desejado, respirar fundo e caminhar. 
Por isso é preciso viver a vida intensamente todos os dias, pois um dia você está em companhia daqueles que te acompanham nesse mesmo caminho, mas depois de quem sabe um recalculo de rota, você percebe que não os terá tão perto assim, e ai eles já não passam de doces lembranças em sua memória.
É preciso viver a vida como se não houvesse amanhã, caminhar e seguir mesmo que seja rápido, caminhar e seguir mesmo que pareça longo, caminhar e seguir mesmo sem entender, mas em hipótese nenhuma desistir. 
Uma dica: Aproveitemos cada minuto da vida. 
Um lembrete: Não somos donos de nossas rotas.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Abafando





Abafando sentimentos
Abafando choro
Abafando lembranças
E enquanto inutilmente tenta formatar o cérebro, o coração dói...

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Decisão tomada

"Nós nunca descobriremos o que vem depois da escolha se não tomarmos uma decisão. Por isso, entenda seus medos, mas jamais deixe que eles sufoquem os seus sonhos".



Entendi meus medos.
Eles agora já não aprisionam meus sonhos.
Decidi.
Agora é só voar.